Hepatites, proteja-se, informe-se



A hepatite é a inflamação do fígado e pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, este último mais frequente na África e na Ásia.

Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas), na maioria dos casos o indivíduo pode se recuperar completamente eliminando o vírus de seu organismo, sendo mais raro a evolução para doença grave e fulminante.


A hepatite B é mais frequente na faixa etária de 20 a 49 anos, a hepatite C acomete mais pessoas entre 30 e 59 anos. A maioria dessas pessoas desconhece sua condição sorológica. No caso da hepatite C, por exemplo, há pessoas que fizeram transfusão de sangue antes de 1993 (quando não havia teste para diagnosticar a doença) ou que utilizaram seringas não esterilizadas que podem estar infectadas pelo vírus da hepatite C sem saberem.


A hepatite nem sempre apresenta sintomas logo no início e muitas pessoas só percebem que estão doentes (principalmente dos tipos B e C) quando as manifestações já são graves, como cirrose ou câncer de fígado. Esses pacientes levam anos para descobrir que estão infectados.

Realizar o diagnóstico precoce das hepatites é um dos principais determinantes para evitar a transmissão ou a progressão dessas doenças e suas graves consequências. Os testes para as hepatites são realizados através da coleta do sangue e podem ser solicitados por qualquer médico na suspeita da exposição ao vírus ou doença.


Para saber se há a necessidade de realizar esses exames observe se você já se expôs a alguma dessas situações:


• Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (risco de Hepatite A e E); • Transmissão sanguínea: praticou sexo desprotegido, compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (risco de Hepatite B,C e D); • Transmissão vertical: da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (Risco de Hepatite B,C e D)


Medidas de Prevenção

Existem várias medidas que podem evitar a transmissão das hepatites virais: > Usar preservativo nas relações sexuais; > Exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de piercings; > Não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure; > Não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas; > Não fazer uso de drogas injetáveis.

> Cuidados com higiene pessoal e dos alimentos , consumo de água tratada;

>Evitar contato com água de esgoto e contaminada;

Vacina - Atualmente, existem vacinas para a prevenção das hepatites A e B. Não existe vacina contra a hepatite C, o que reforça a necessidade de um controle adequado da cadeia de transmissão no domicílio e na comunidade, bem como entre grupos vulneráveis.

Vacina contra a hepatite A A vacina contra a hepatite faz parte do calendário nacional de vacinação e é indicada para crianças de 1 ano a menores de 2 anos, em dose única, e com proteção permanente.

Vacina contra a hepatite B

A vacina contra a hepatite B faz parte do calendário de vacinação da criança, do adolescente e do adulto na faixa etária de 30 a 49 anos. Todo recém-nascido deve receber a primeira dose logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Se a gestante tiver hepatite B, o recém-nascido deverá receber, além da vacina, a imunoglobulina contra a hepatite B, nas primeiras 12 horas de vida, para evitar a transmissão de mãe para filho.

Vacina contra a hepatite C

Não há vacina contra a hepatite C e as medidas de prevenção são fundamentais como evitar o contato com sangue, objetos contaminados por sangue/ secreções e relações sexuais desprotegidas. Em caso de Hepatite C confirmada existe tratamento com medicamento de uso oral por longo prazo e que devem ser utilizados conforme orientação médica.


Texto encaminhado por:

Dra. Nathalie Cirilo

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