Vamos falar de Diabetes



O diabetes é um problema de saúde em constante crescimento no Brasil e no Mundo. Considerada como a "epidemia" do século XXI pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o diabetes prova ser um dos maiores desafios no que respeita a saúde pública. Em 2015 mais de 415 Milhões de pessoas sofriam de diabetes, número que quadriplicou desde os anos 80. Estima-se que os números continuem a aumentar nos próximos anos, existindo uma previsão de que o diabetes afete 642 Milhões de pessoas até 2040 e que exista um aumento da mortalidade relacionada com o diabetes em cerca de 50% se não forem tomadas mais iniciativas.


Diabetes no Brasil e no Mundo

De acordo com o último relatório do saúde disponibilizado pela Federação Internacional de Diabetes (2016), mais de 16 Milhões de brasileiros adultos (20-79 anos) sofrem de diabetes e se calcula que mais de 6 Milhões sofrem de diabetes mas não foram diagnosticados.

São diagnosticados mais de 500 novos casos de diabetes todos os dias no Brasil. A taxa de prevalência da diabetes no Brasil cresceu mais de 60% nos últimos 10 anos de 5,5% da população em 2006 para uma atual taxa de prevalência de 8,9% no final de 2016.

Morrem atualmente centenas de brasileiros diariamente devido a diabetes, só no estado de São Paulo existem mais de 10,000 falecimentos por ano e em 2015 mais de 130mil brasileiros morreram devido a essa doença.


Em termos de custos, o Diabetes é também um motivo de preocupação, representando um gasto médio para o estado de R$5.345,90 /ano para tratar um brasileiro diabético.

No Mundo, os dados são igualmente "apocalípticos". O número de diabéticos aumento de 108 Milhões em 1980 para cerca de 430 Milhões atualmente, tendo assim a prevalência de diabetes aumentado para cerca de 9% dos adultos com mais de 18 anos de idade. Só em 2015, foram calculadas 1,6 Milhões de mortes relacionadas ou causadas diretamente pelo diabetes.

O distúrbio metabólico e suas complicações estão entre as principais causas de morte na maioria dos países. Entre as principais complicações do diabetes encontram-se:


A expetativa de vida é também afetada pela diabetes. Os diabéticos tipo 1 podem ver a sua vida reduzida em até 20 anos. Em 2014, se calcula que os diabéticos tipo 2 tiveram uma redução de oito anos e meio de vida por cada óbito em população com idade inferior a 70 anos.


O que é diabetes?


O diabetes é uma doença crônica que atinge o organismo humano, onde o corpo não consegue produzir a insulina ou não tem meios de empregar adequadamente a insulina produzida pelo pâncreas.



A insulina é a base para o controle da quantidade de glicose no sangue e nosso corpo precisa desse hormônio para fazer uso da glicose, obtida através dos alimentos e usada como maior fonte de energia para nossas atividades diárias.

Ao apresentar um quadro de diabetes, o paciente não consegue produzir insulina pelo pâncreas ou seu próprio organismo não consegue utilizar adequadamente a glicose. O nível de glicose é aumentado, levando à hiperglicemia, um quadro que, se permanecer por muito tempo, pode provocar danos em diversos órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Qual a diferença entre a diabetes tipo 1 e tipo 2?

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune caracterizada pela incapacidade do corpo produzir insulina. Para tratar esta condição, as pessoas diagnosticadas com este tipo de diabetes devem administrar insulina injetável em intervalos regulares. Por não haver cura ou forma de reverter esta condição, este tratamento deve ser feito para sempre.



Ao contrário do primeiro tipo desta condição, a diabetes tipo 2 ocorre quando as células do corpo são incapazes de responder de forma adequada à insulina produzida pelo corpo ou quando a produção de insulina é insuficiente. Este tipo pode geralmente ser tratado com uma dieta controlada e saudável e a monitorização dos níveis de açúcar no sangue. Contudo, se esta condição progredir, pode ser necessário recorrer ao tratamento na forma de medicamentos para a controlar. Muitas pessoas sofrem desta condição como resultado da obesidade ou de uma dieta pobre, sendo este tipo de diabetes mais comum que o tipo 1.

Quais as causas da diabetes tipo 2?


A hereditariedade, a genética e o histórico familiar possuem grande relação com o surgimento do diabetes tipo 2. No caso de um dos pais ser portador de diabetes, é possível que os filhos também desenvolvam a doença, com grandes possibilidades. Por isso, quando os pais são diabéticos, os filhos devem fazer exames anuais, verificando a glicemia.

Além das causas genéticas, o estilo de vida de uma pessoa também apresenta papel especial para o surgimento do diabetes tipo 2. Uma pessoa sedentária, por exemplo, tem mais propensão ao aparecimento do diabetes e os casos de obesidade, que vêm crescendo ano a ano, justificam também o crescimento do número de diabéticos tipo 2, principalmente em crianças que já apresentam sobrepeso e que não praticam atividades físicas.

Quais os sintomas da diabetes tipo 2?


Tanto a diabetes tipo 1 como a tipo 2 apresentam os mesmos sintomas. Estes incluem sede, fadiga, perda de peso, comichão genital e aumento da frequência urinária. A diabetes tipo 1 pode também causar cãibras, obstipação, infecções na pele e alteração da visão.

A diferença entre as duas doenças é geralmente o ritmo a que os sintomas se apresentam. Os sintomas da diabetes tipo 1 são prováveis de se desenvolver mais rápido e são geralmente mais intensos, enquanto que os sintomas da diabetes tipo 2 tendem ser mais ligeiros e a aparecer mais devagar, motivo pelo qual esta condição pode permanecer por diagnosticar durante vários anos.



O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que afeta o metabolismo da glicose, a principal fonte de energia de nosso corpo. Uma pessoa com diabetes tipo 2 pode apresentar resistência aos efeitos da insulina ou não produzir a quantidade suficiente para manter normais os níveis de glicose.

O diabetes tipo 2, ou diabetes adquirida, apresenta como sintomas infecções constantes de pele, de rins e de bexiga, sendo comum a ocorrência de doenças como a candidíase, tanto no homem quanto na mulher.

A candidíase é um tipo de infecção provocada por um fungo, o Candida albicans, que costuma acometer geralmente as mucosas da boca, a vagina e o pênis.

Outra condição que pode ser provocada pelo diabetes tipo 2 é a acantose nigricans, doença de pele um tanto rara que apresenta manchas escurecidas na pele, deixando-a espessa e rugosa, atingindo geralmente o pescoço, as axilas e as virilhas.

Um diabético tipo 2 também pode ter o surgimento de feridas e furúnculos com cicatrização demorada. No diabetes tipo 2, especial atenção deve ser dada à visão. Os olhos podem ter visão embaçada, associado a outros fatores, mas que se constitui um sintoma bastante comum no diabetes tipo 2.

O diabetes tipo 2 também pode provocar formigamento nos pés, aumento das micções, fome constante e sede, com boca seca frequente.

Em alguns casos, a tontura pode ocorrer em casos de hipoglicemia ou de hiperglicemia. É importante observar que os sintomas do diabetes tipo 2 surgem e forma gradativa, embora não possa haver um diagnóstico somente através dos sintomas e sim confirmação através de exames como glicemia em jejum, hemoglobina glicada e curva glicêmica.

Complicações do diabetes tipo 2


Uma das piores complicações do diabetes tipo 2 é a cetoacidose diabética, que acontece pela falta de insulina prejudicar a obtenção de energia necessária para o organismo. Quando isso ocorre, as células começam a queimar gordura, mas a energia não é suficiente, havendo liberação de grande quantidade de ácido no organismo.

Os sintomas da cetoacidose são a presença de cetonas na urina, hálito com odor frutado ou de acetona, boca e pele secas, constante vontade de urinar, confusão mental, dores abdominais, náuseas, vômitos e dificuldades na respiração.

O tratamento de cetoacidose diabética deve ser feito em hospitais, com a ministração de insulina, devendo-se haver as devidas precauções, uma vez que a complicação pode conduzir ao coma e à morte.

O diabético tipo 2 deve sempre tomar os medicamentos prescritos, respeitando doses e horários, mantendo sua taxa de glicemia e de cetonas nos níveis corretos, fazendo a medição adequada e conhecendo os sintomas de complicações para ter socorro imediato.

A cetoacidose pode ser provocada no diabético tipo 2 também por febres, resfriados e sinusites. Pacientes nessas situações devem sempre medir a temperatura e a glicemia, verificando os níveis de cetona a cada quatro horas.

Pessoas com diabetes tipo 2 possuem maior dificuldade no combate à gripe do que os não portadores da doença, podendo a gripe gerar um quadro de estresse emocional, afetando os níveis de açúcar e aumentando as chances de complicações na saúde.

Outra complicação provocada pelo diabetes tipo 2 é a retinoplastia diabética, uma doença que pode acometer todos os portadores de diabetes, afetando a visão. Os vasos sanguíneos localizados na retina tornam-se permeáveis por conta dos altos níveis de glicose, permitindo a evasão de líquidos e sangue, formando edemas.

O sintoma inicial da retinoplastia diabética é vista embaçada, podendo progredir para a cegueira, com perda parcial ou total da visão.

Além disso, os rins também podem ser afetados pelo diabete tipo 2, com uma complicação denominada nefropatia diabética, fazendo surgir lesões nos vasos sanguíneos, provocando insuficiência renal crônica e necessidade de hemodiálise.

Finalmente, o diabético tipo 2 pode ter feridas nos pés que não cicatrizam, chegando a infeccionar e, em alguns casos, exigindo amputação de partes do pé ou da perna. O diabético deve cuidar da secagem dos pés, inclusive entre os dedos, mantendo a pele bem hidratada, evitar tirar cutículas e secar bem ao redor das unhas.

Tratamento do diabetes tipo 2


Se lhe for diagnosticada a diabetes tipo 2, uma alteração na dieta e o aumento do exercício físico serão provavelmente aconselhados antes de qualquer tratamento para a diabetes. Para a maioria das pessoas, isto é suficiente para controlar a condição. Contudo, se estes não forem eficazes ou a condição for mais severa, um tratamento para a diabetes como a Metformina, na forma de comprimidos, pode ser prescrito. Este medicamento pertence ao grupo de medicamentos conhecidos como biguanidas, mas outros podem incluir glitazonas, inibidores DPP-4, inibidores da alfa-glucosidade, sulfonoreias e reguladores da glicose prandial.

Medicação antidiabética

Quando diagnosticada em seu início, o diabetes tipo 2 pode ser tratado através de alterações na dieta e na realização de atividades físicas. Para a maior parte dos diabéticos essas alterações são suficientes para controlar os níveis de insulina no corpo.

No entanto, caso essas alterações não sejam eficazes ou se o paciente apresenta condições mais severas, o médico poder prescrever medicamentos, como a Metformina, em forma de comprimidos. A Metformina é um medicamento do grupo de biguanidas, inibidor do DPP-4, que mantém os níveis de glicemia no sangue, reduzindo a quantidade de açúcar.

Estilo de vida

Uma das condições essenciais para o controle dos níveis de glicose no organismo é o estilo de vida do paciente com diabetes tipo 2. A vida sedentária é o maior risco para as complicações do diabetes, exigindo que o paciente faça exercícios físicos constantes, além e fazer alterações na alimentação, ingerindo apenas alimentos recomendados pelo médico, dentro de uma dieta pré-estabelecida para não provocar o aumento da glicose.

Cirurgia

Em pacientes com maior índice de obesidade, geralmente portadores de diabetes tipo 2, é recomendada, em determinados casos, a cirurgia bariátrica, com redução do estômago, que pode ser a chave para o tratamento tanto da obesidade mórbida quanto para doenças associadas ao excesso de gordura, como o diabete tipo 2 e outras.

As cirurgias bariátricas são feitas há mais de 40 anos e se apresenta como um meio de evitar as complicações do diabetes tipo 2.

O diabetes tipo 2 pode ser curada?

O diabetes tipo 2 é um tipo de doença que não pode ser tratado definitivamente. A partir do momento em que o paciente apresenta os sintomas da doença, ela o acompanhará pelo resto de sua vida.

O que ele pode fazer é manter o controle sobre os níveis de açúcar no sangue, seguindo as recomendações médicas, mudando seu estilo de vida e adaptando-se à sua condição de diabético.


Saiba mais com seu médico.


Fonte: https://www.euroclinix.net/

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